O incômodo com a presença massiva de artistas pop no Rock in Rio não é sobre gosto musical ou purismo de gênero, mas sobre a morte do rock como dispositivo de contestação e identidade geracional. O texto explora como a rebeldia do gênero foi absorvida e monetizada pelo mercado, transformando a ruptura em produto, fazendo que o rock perdesse sua essência.
Tenho visto frequentemente o uso do PIB como prova de sucesso governamental. Mas isso não é de hoje e por isso tomei a liberdade de analisar as limitações desse indicador para medir o desempenho de um governo. O que vou tentar mostrar, com dados recentes (2023‑2025), que, embora o PIB tenha crescido, os números revelam uma economia puxada por safras e consumo endividado, com investimento estagnado e consumo do governo acima das famílias. A ideia é questionar ilusão de que “crescimento é igual a bem‑estar”, citando o próprio criador do indicador (Simon Kuznets) e frases históricas (Robert Kennedy).
Queimar o barco virou o conselho motivacional da década. Mas a história que o vende esconde exatamente a parte que importa: quem incendiou os navios avaliou tudo antes de dar a ordem.
Associação não prova identidade, mas escolhas repetidas de confiança são evidência de tolerância. Quem tem poder para escolher milhões, escolhe algumas pessoas. A pergunta honesta para 2026 não é "Lula é corrupto?", mas sim: o que o padrão de pessoas que um projeto político escolhe, preserva e reabilita revela sobre o que ele considera aceitável?